Fim dos lixões - Prefeitos querem prolongar o sofrimento da população
Enquanto os gestores públicos investem muita energia para aumentar o prazo dado para o fim dos lixões pela Política Nacional de Resíduos Sólidos, milhares de pessoas sofrem com as consequências da falta de gerenciamento de resíduos sólidos no país.
Diretamente responsáveis por dar uma destinação final ambientalmente adequada ao lixo de suas cidades, os prefeitos alegam que foram pegos de surpresa com uma legislação utópica e de difícil aplicação na prática. Esquecem que a Política Nacional de Resíduos Sólidos - PNRS sancionada na forma da Lei 12.305 em 2010 foi trabalhada por profissionais competentes que se basearam em soluções já aplicadas no mundo e em diretrizes apontados por entidades como a própria ONU, a Organização das Nações Unidas.
O gerenciamento de resíduos é sem dúvida algo muito complexo e exige profissionais qualificados para entender a interação de todas as metodologias e tecnologias existentes hoje para transformar os problemas de resíduos em soluções de desenvolvimento sustentável. Porém, depois de 3 anos da Lei 12.305 ainda vemos que poucos prefeitos buscam encontrar soluções adequadas para o assunto, mesmo sabendo das consequências como pagamento de multa e até mesmo possibilidade de detenção de até 3 anos. As soluções adequadas já foram discutidas com a sociedade e o governo exige que as soluções apresentadas venham acompanhadas de desenvolvimento social, econômico e intelectual com geração de emprego e renda para toda a sociedade. Portanto, não se trata somente de arranjar uma solução, é preciso que essa solução seja baseada no desenvolvimento sustentável.
Não esquecendo que a função de um prefeito é encontrar soluções para a cidade em que administra, assim como a função de um pedreiro é trabalhar na construção civil, é de se admirar que muitos não estão aparentemente preocupados com o assunto. Pra isso eles receberam um belo salário pago pelo contribuinte brasileiro, regalias e autoridade para fazer o que quiser e mesmo assim ainda querem mais tempo. Tentar aumentar o prazo para o fim dos lixões no Brasil demonstra que os alguns prefeitos na verdade querem prolongar o sofrimento da população comprometendo a saúde pública e a proteção ambiental possivelmente em nome de ganhos pessoais.
O que vemos acontecer na prática é que alguns prefeitos tentam garantir uma lucratividade pessoal tentando encontrar parceiros que viabilizem planos corruptos e posterior formação de máfias do lixo no país. Para isso, gastam muito tempo montando a engenharia necessária para mascarar suas atitudes e enganar a população, os órgãos fiscalizadores e o governo federal. Muitas vezes, a estratégia mais comum para convencer os que se opõe a essa prática é o suborno ou até mesmo o assassinato. E tudo isso só se justifica pela vontade que querer ganhar dinheiro.
A vontade de ganhar dinheiro em si não é uma coisa negativa, inclusive o setor de resíduos sólidos oferece inúmeras maneiras de se fazer isso.
Para entender como ganhar dinheiro honestamente com resíduos sólidos é necessário investir em conhecimentos e se empenhar em ver soluções implantadas e em funcionamento no mundo. A partir disso, qualquer pessoa pode decidir o quanto quer ganhar e o que precisa investir. O mercado de resíduos promete movimentar mais de R$ 700 bilhões nos próximos 2 anos no Brasil com a criação de toda uma indústria de resíduos sólidos. São milhares de oportunidades para qualquer um e em qualquer cidade do Brasil. Com certeza, bastante dinheiro para que entender que a corrupção não é a única maneira de ganhar dinheiro no Brasil.
Por entender que a falta de gestão e gerenciamento de resíduos causa até mesmo a morte de milhares de pessoas e por trabalhar constantemente para o desenvolvimento sustentável no Brasil com informações de qualquer tipo e para qualquer situação, a Clínica de Engenharia se posiciona contra o aumento do prazo dado pela Política Nacional de Resíduos Sólidos para erradicar os lixões no Brasil e se coloca à disposição dos prefeitos para a solução dos resíduos, através do Projeto Fenix, disponível no site clinicadeengenharia.com.br.